Escritor de livros infantis Paulo Netho
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Paulo Netho

Um poeta com muita poesia na cachola

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Um dia, o menino quis ser poeta.
Um dia, o menino quis ser poeta.

Publicada em 01/07/2021

Sempre é tempo de redescobrir a infância que atravessa o homem desde criança até a velhice. A capacidade de olhar para uma mesma coisa como se estivéssemos olhando pela primeira vez parece ser mais comum às crianças e aos poetas do que ao homem comum, mas creio que não devíamos nunca perder essa preciosidade. Quando a perdemos uma parte nossa fica mais triste.

Poetas como o mato-grossense Manoel de Barros há muito tempo nos alertam para a magia dos absurdos como no seu livro Exercícios de ser criança: "Será que os absurdos não são as maiores virtudes da poesia?" Eu diria mais: os absurdos nos livram das imposições do mundo adulto cheio de regras absurdas.

Quando resolvi destinar os meus escritos para a infância e me tornar um escritor de livros infantis, mal sabia que estava destinando a minha vida à liberdade. Crianças não se fazem de rogadas quando querem mergulhar em seus devaneios mais sinceros.

Coisa de que nos fala o filósofo Gaston Bachelard: "toda a vida é sensibilizada para o devaneio poético, para um devaneio que sabe o preço da solidão". E isso nada tem a ver com distanciamento, é uma solidão voltada para o redescobrimento de si mesmo.

Nas brincadeiras de roda, a poesia me visitou e eu quis ser poeta, mas não sabia o que era ser poeta, então eu brinquei, experimentei o prazer de exercitar os meus primeiros sopros, de saborear as interações com os irmãos, pais, amigos e parentes até despencar sem paraquedas no reino da poesia.

De acordo com o mestre em Educação, Claudemir Belintane, "dificilmente encontraríamos um poeta, um músico, um escritor ou qualquer pessoa sensível que não tivesse iniciado sua paixão pela literatura ou pela música, a partir da memória desses momentos felizes".

Antes de me despedir, deixo uma reflexão para você pensar: Poderá alguma criança, um dia, se tornar um adulto feliz se nunca viveu levezas dessa natureza ou sequer experimentou devaneios poéticos?


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